Blog

Confira nossos artigos.

Olhos lacrimejando, lacrimejantes ou epífora são tudo expressões para designar a condição em que o doente sente uma abundância invulgar de lágrimas (olhos sempre a lacrimejar). Este problema pode dever-se a uma produção de lágrimas excessiva, a inflamação dos olhos ou à drenagem inadequada das lágrimas. Este problema pode ser temporário ou então existir um lacrimejamento persistente no tempo. Se o problema persistir no tempo (longa duração) deve consultar o médico oftalmologista para efetuar o diagnóstico da doença e tratamento adequado.

Os olhos com lágrimas são uma condição normal. As lágrimas são um líquido que contêm água, sais e permitem manter os olhos lubrificados e ajudar a lavá-los de objetos estranhos e poeira. As lágrimas são produzidas pelas glândulas lacrimais sob a pele das pálpebras superiores. Quando pestanejamos, as lágrimas espalham-se e mantêm os olhos húmidos. As lágrimas são, normalmente, drenadas através dos canais lacrimais e por evaporação. Outras glândulas produzem lipídios que protegem as lágrimas da evaporação muito rápida.

Nos olhos que lacrimejam são produzidas muitas lágrimas, que sobrecarregam os canais lacrimais. Os canais lacrimais bloqueados, vento, poeira, alergias, infeções e lesões são por isso fatores que podem causar lacrimejamento nos olhos. Contudo, outras causas podem estar na origem do problema (veja mais informação em causas).

Na maioria das vezes, o problema dos olhos lacrimejantes é resolvido sem qualquer tratamento. Contudo, noutras situações este problema pode tornar-se num processo crónico. Consulte o seu médico se apresenta um caso prolongado de olhos lacrimejantes, especialmente se for acompanhado de outros sintomas.

Last updated 3 mins ago

O estrabismo caracteriza-se por um desequilíbrio na função dos músculos oculares, fazendo com que os dois olhos não fixem o mesmo ponto ou objeto ao mesmo tempo.

No estrabismo ocular, enquanto um dos olhos fixa um objeto o outro está desviado (desvio dos olhos). O desvio dos olhos pode ser permanente ou aparecer em determinados momentos. Este desvio pode ser pouco percetível (estrabismo leve) ou, então, ser mais acentuado causando neste caso, um claro desconforto ao doente por motivos estéticos, para além dos problemas de visão que todos os estrabismos acarretam.
Estrabismo – causas
No estrabismo, as causas podem ser diversas como veremos de seguida. São seis os músculos extraoculares em cada olho que controlam os movimentos dos globos oculares. Para focarmos ambos os olhos no mesmo objeto, todos os músculos dos olhos devem trabalhar de forma harmoniosa, cinérgica e síncrona.

O cérebro por via da imagem controla os movimentos destes músculos, através de impulsos nervosos de excitação e inibição, de forma que quando um músculo de um olho contrai o seu antagonista relaxa. Assim, doenças que afetem o cérebro, como tumores, acidentes vasculares cerebrais (AVC), paralisia cerebral (isquemia), hidrocefalia, Síndroma de Down e de Duane, prematuridade, viroses e traumas são acompanhadas frequentemente de estrabismo primários ou secundários.

O estrabismo em adultos é raro e os mais frequentes são os adquiridos, resultantes de traumatismos cranianos ou devido a problemas vasculares (tromboses).

Normalmente, a causa do estrabismo em adultos está relacionada com as seguintes doenças:
Botulismo;
Diabetes (estrabismo paralítico – vascular);
Síndrome de Guillain-Barré;
Perda de visão (cegueira);
Traumatismo cerebral.

No estrabismo, a existência de história familiar constitui um fator de risco para o problema (estrabismo hereditário).
Uma das causas de estrabismo pode ser a hipermetropia, especialmente em crianças, que é tratado com o uso de óculos.
A perda de visão provocada por qualquer doença, também pode causar estrabismo.

ESTRABISMO INFANTIL

O estrabismo infantil é aquele que aparece no bebé, depois dos seis meses de vida. Se aparecer por volta dos 3 anos, a causa mais provável será um erro refrativo (hipermetropia) que se designa por estrabismo acomodativo. Ver mais em estrabismo acomodativo.
As causas do estrabismo infantil são na maioria dos casos desconhecidas. Em mais de metade dos casos do estrabismo em crianças, o problema está presente ao nascimento ou imediatamente a seguir (bebé). Este tipo de estrabismo, que está presente no bebé ao nascimento, designa-se por estrabismo congénito.
O estrabismo na infância, na maioria das vezes, está relacionado com o controlo muscular e não com a força muscular. Várias patologias podem estar relacionadas com o estrabismo infantil, nomeadamente, Paralisia cerebral, Síndrome de Apert, Rubéola congénita, Hemangioma palpebral (ambliopia), Trissomia 18, Síndrome de Noonan, Síndrome de Prader-Willi, Retinopatia da prematuridade, Retinoblastoma e Lesão cerebral traumática.

ESTRABISMO INFANTIL – TRATAMENTO

O estrabismo infantil tem tratamento tal como outro tipo de estrabismo qualquer. Se o estrabismo for acomodativo, o tratamento passa pela correção do erro refrativo (hipermetropia) com óculos. Se for outro tipo de estrabismo, a correção deverá ser cirúrgica nos músculos extraoculares.

ESTRABISMO TEM CURA?

Numa larga maioria de casos, o estrabismo tem cura. A cura do estrabismo passa sempre por uma intervenção cirúrgica aos músculos extraoculares, exceto no estrabismo acomodativo em que a cura passa pela correção ótica (hipermetropia) com óculos ou lentes de contacto (correção de estrabismo).
Estrabismo – tratamento, correção
A primeira medida a ser tomada no que diz respeito ao tratamento do estrabismo em crianças (infantil) é a prescrição de óculos, caso haja necessidade. No estrabismo acomodativo, o tratamento passa pela correção do erro refrativo (hipermetropia) através da prescrição de óculos.

A ambliopia ou olho preguiçoso deve ser tratado o mais breve possível, colocando um oclusor sobre o olho com boa visão. Esta medida forçará o olho mais fraco a fixar os objetos e a estimular a visão.
Se os olhos estiverem desalinhados, pode ser necessário realizar uma intervenção cirúrgica aos músculos extraoculares. Em geral, a intervenção cirúrgica é realizada entre os 3 e os 6 anos de idade, consoante a escolha pelas teorias da escola Francesa ou Americana. O uso de óculos é independente da uma intervenção cirúrgica.
Nos adultos com estrabismo latente (forias), o uso de óculos, caso apresentem erro refrativo e exercícios de ortótica podem ser úteis na manutenção do alinhamento dos olhos.
As formas de estrabismo manifesto no adulto precisam de uma intervenção cirúrgica ocular para endireitar os olhos.

Last updated 3 mins ago

A retinopatia diabética é uma das complicações da diabetes e uma das principais causas de cegueira nos adultos, devida às alterações estruturais que ocorrem nos vasos sanguíneos da retina. Com o evoluir da doença, estes vasos tornam-se incontinentes e libertam sangue ou fluido sanguíneo para o espaço retiniano ou para o vítreo causando problemas na visão. A retinopatia diabética pode causar perda de visão de duas formas:

Os vasos sanguíneos anormais (neo-formados), como são frágeis, rompem-se e libertam sangue na cavidade vítrea, obscurecendo ou tirando mesmo a visão. Isto, normalmente, acontece nos estadíos mais avançados da doença.
O fluido sanguíneo pode exsudar para a região macular (parte da retina que corresponde à visão central), provocando edema e consequentemente perda de visão. Pode ocorrer em qualquer estadío da retinopatia diabética, embora seja mais provável que ocorra em fases avançadas da doença.
Esta doença tanto pode surgir nos diabéticos tratados com anti-diabéticos orais (diabetes tipo 2) como nos medicados com insulina (diabetes tipo 1). A retiopatia diabética surge, geralmente, ao fim de alguns anos, manifestando-se mais cedo no caso da diabetes tipo 1 do que na diabetes tipo 2. A retinopatia diabética não está só dependente dos valores da glicemia, mas também de outros fatores como a hipertensão arterial, colesterolemia, hábitos tabágicos e um outro extremamente importante que é o fator genético, nomeadamente, o hereditário.

Os doentes com diabetes tipo 1 e 2 apresentam grande probabilidade de vir a desenvolver retinopatia diabética, devendo, por isso, realizar exame de fundo ocular pelo menos uma vez por ano. A retinopatia diabética está diretamente relacionada com os anos de evolução da diabetes. Mediante o estadio da retinopatia diabética, o oftalmologista deve orientar o doente no sentido de impedir a sua progressão.

A retinopatia diabética, nas grávidas (diabetes gestacional), pode evoluir mais rapidamente, sendo aconselhável que todas as grávidas efetuem exame de fundo ocular no início da gravidez e no pós – parto.

Em relação a outras doenças dos olhos que afetam os diabéticos é de destacar a catarata (turvação do cristalino) que pode desenvolver-se mais precocemente nas pessoas portadoras de diabetes. O glaucoma (aumento da pressão intra-ocular) também é mais frequente no diabético e pode conduzir à atrofia do nervo ótico e consequente perda de visão. O diabético possui cerca de duas vezes mais probabilidade de vir a desenvolver glaucoma do que um indivíduo não diabético.

Last updated 3 mins ago

O QUE É VISTA CANSADA?

Quando mencionamos vista cansada, referimo-nos à fadiga ocular, fadiga visual, cansaço ocular, etc. isto é, são tudo formas de referirmos cansaço nos olhos ou olhos cansados. Como veremos adiante a vista cansada pode ser causada por diversos fatores, ou simplesmente pode resultar apenas de um esforço ocular acrescido que desaparece apenas com repouso.

É, por isso, importante perceber o que é vista cansada e saber identificar os principais fatores de risco para a saúde dos seus olhos.
Note que a expressão vista cansada também é, por vezes, utilizada para designar presbiopia.

Os olhos cansados podem ser originados, como veremos mais à frente, por algumas doenças dos olhos ou, então, por cansaço ou fadiga relacionados com a leitura ou a exposição durante várias horas seguidas a dispositivos digitais, como é o caso do computador, entre outros.
Os olhos cansados são uma condição bastante comum, que diminui substancialmente a qualidade de vida da pessoa. Para além disso surgem, habitualmente, outros sintomas associados à vista cansada como dor de cabeça, ardor e vermelhidão nos olhos, causando um desconforto acrescido. Sintomas como tonturas e outros distúrbios são menos frequentes mas também possíveis. Veja mais informação em sintomas.
Os olhos cansados, geralmente, não são um problema sério se não existir doença associada. Precauções do senso comum, devem ser tomadas tanto em casa, como no trabalho e mesmo ao ar livre, podendo assim ajudar a prevenir ou reduzir a fadiga ocular. Mas, às vezes, a fadiga ocular é um sinal de uma doença ocular subjacente que pode necessitar de tratamento médico.

Erros refrativos como miopia, astigmatismo, hipermetropia e presbiopia quando não corrigidos podem desencadear esforço adicional do sistema ocular, originando cansaço ocular. Ou seja, se por exemplo estiver várias horas seguidas em frente ao computador sentirá determinado cansaço ocular. Contudo, se padece de um erro refrativo (como por exemplo, miopia, astigmatismo, hipermetropia, presbiopia), então desencadeará um esforço visual bastante superior pela dificuldade de focagem.

Outras doenças dos olhos podem também originar cansaço ocular, pelo que a consulta ao médico oftalmologista é de primordial importância.

Entre as doenças mais comuns, poderemos incluir, por exemplo, a catarata. Qualquer atividade que requer o uso intensivo dos olhos –                      como um longo período de condução, principalmente à noite, ou leitura (livro, jornal, revista, etc) pode causar fadiga ocular.

A exposição à luz brilhante ou tentando ver com pouca luz também pode causar fadiga ocular.
Na atualidade, uma das causas mais comuns de fadiga ocular está relacionada com o trabalho ou diversão com dispositivos digitais por longos períodos de tempo, tais como:
Computador;
Telemóvel ou smartphone;
Jogos de vídeo;
Tablet, etc.

Se a fadiga ocular persistir por mais de alguns dias ainda que tenha tomado precauções simples, consulte o médico oftalmologista.

Last updated 3 mins ago

O daltonismo é a incapacidade ou diminuição da capacidade de ver a cor ou perceber as diferenças de cor em condições normais de iluminação. O daltónico é o indivíduo que padece de daltonismo, ou seja, significa que é incapaz ou tem dificuldade em distinguir as diferenças de cor. Por este motivo, a visão de um daltónico é, muitas vezes, apelidada de “cegueira para cores” ou “deficiência de visão das cores”.
Alguém com visão normal pode identificar e distinguir 150 tons de cores diferentes, no entanto, no daltónico este número começa a cair à medida que tem menos possibilidades de criar misturas de cores.

O daltonismo afeta uma percentagem significativa da população. Existe a possibilidade de as pessoas daltónicas pertencerem a ambos os sexos. Contudo, o daltonismo em homens (masculino) é mais frequente que o daltonismo em mulheres (feminino), devido à hereditariedade e aos cromossomas envolvidos. Veja mais informação em hereditariedade do daltonismo.



TESTE DE DALTONISMO

Faça, aqui, o teste de daltonismo online para saber se é daltónico. Para tal tem apenas que observar a imagem superior e tentar identificar a sequência dos números apresentados. Na linha superior, da esquerda para a direita, deverá identificar os números: 2, 29, 5, 42, enquanto que na linha inferior deverá identificar os números 6, 10, 57, 7. Note que este teste para daltónicos pretende apenas exemplificar o processo, podendo existir alterações na perceção das cores de acordo com o monitor do computador, a resolução utilizadas, etc pelo que o teste de daltonismo completo deverá ser realizado de modo a avaliar a real perceção das cores sempre pelo médico oftalmologista. Acresce que, como veremos mais tarde, para além do foro hereditário, o daltonismo pode ter origem em condições mais sérias, designadamente algumas doenças dos olhos, pelo que é importante que o diagnóstico através de um exame oftalmológico completo e orientação no tratamento sejam efetuados pelo médico oftalmologista.

O teste de daltonismo é um exame que permite perceber se o doente tem alguma deficiência na perceção das cores, ou seja, se estamos perante um indivíduo daltónico. O teste de ishihara foi introduzido no início do século passado e, desde então, é de longe o teste de deficiência de visão de cores mais conhecido em todo o mundo. O Dr. Shinobu Ishihara, do Japão, produziu três conjuntos de testes diferentes que são amplamente utilizados e tudo com base nas mesmas placas pseudoisocromáticas.

DALTONISMO – CAUSAS

No daltonismo, entre as causas mais comuns encontra-se uma falha no desenvolvimento de um ou mais conjuntos de cones da retina. Este tipo de daltonismo é, geralmente, uma condição hereditária e ligada ao sexo. Os genes que produzem fotopigmentos são produzidos no cromossomo X. Se, eventualmente, faltam ou se encontram danificados alguns desses genes, pode ocorrer o daltonismo.
O daltonismo é mais provável nos homens do que nas mulheres. Tudo isto se deve ao facto dos homens possuírem apenas um cromossoma X e as mulheres dois, sendo que um gene funcional apenas num dos cromossomas X é suficiente para produzir os fotopigmentos necessários.
O daltonismo também pode ser causado por danos físicos ou químicos nos olhos, nomeadamente na retina ou nervo ótico, ou de partes do cérebro. Doenças como o glaucoma, a diabetes e a esclerose múltipla, entre outras doenças são também possíveis causas do daltonismo.

DALTONISMO – GENÉTICA

O daltonismo é uma condição genética hereditária comum (herdado), isto é, significa que é normalmente transmitido pelos pais.
A cegueira da cor verde é passada de mãe para filho no cromossomo 23, que é conhecido como o cromossomo sexual porque também determina o sexo. Cromossomas são estruturas que contêm genes – estes contêm as instruções para o desenvolvimento de células, tecidos e órgãos. Se você for daltónico isso significa que as instruções para o desenvolvimento das suas células cone são defeituosas, que as células cone podem ser escassas, ou menos sensíveis à luz ou pode ser que o caminho a partir das células cone para o cérebro não se tenha desenvolvido corretamente.
O cromossomo 23 é composto por duas partes ou dois cromossomos X no sexo feminino ou um cromossomo X e um Y, no caso do sexo masculino. O “gene” defeituoso para o daltonismo encontra-se apenas no cromossomo X. Então, para um homem daltónico apresentar um gene defeituoso só tem de aparecer no seu cromossomo X. No caso da mulher daltónica devem estar presentes em ambos os seus cromossomas X. Se uma mulher tem apenas defeito num gene ela é conhecida como uma “transportadora”, todavia não vai ser daltónica. Quando tiver um filho ela vai dar um dos seus cromossomas X à criança. Se transmitir o cromossoma X com o gene defeituoso ao filho, ele será daltónico, mas se ele receber o cromossomo “bom”, ele não será daltónico.
A filha daltónica, portanto, deve ter um pai que é daltónico e uma mãe que é portadora (que também passou o gene defeituoso à filha.
É, por isso, que a dificuldade em distinguir o verde / vermelho, é muito mais comum em homens. O daltonismo em mulheres é por esta razão que é menos frequente do que nos homens.
A dificuldade em distinguir a cor azul afeta homens e mulheres de igual forma porque é realizado num cromossomo não-sexual.

Last updated 3 mins ago